Segunda-feira, Novembro 13, 2006




"Você vê coisas e diz: Por que?
Mas eu sonho coisas que nunca existiram e digo: Por que não?"


George Bernard Shaw

Precipitado por Nuvem
Nebulosas:

Quinta-feira, Novembro 02, 2006




"Nenhum dos sexos é poupado, nenhuma idade está livre. As
majestosas e aristocráticas estradas trilhadas pelos monarcas, o
caminho dos homens de letras, a senda atravessada pelos guerreiros,
a crônica breve e simples dos pobres, todos levam ao mesmo lugar,
todos terminam, por diferentes que sejam seus trajetos, naquela
casa enorme que é preparada para os que vivem... Independentemente
da posição de nobreza que tenhamos, estamos todos sujeitos à morte...

Ah, é verdade que alguns amigos irão nos enterrar; a amizade colocará
uma lápide e plantará algumas flores em nossa sepultura, depois de
algum tempo, a elevação de terra desaparecerá e a lápide cairá, e
nenhum amigo ou estranho se preocupará em perguntar quem, entre os
milhões de pessoas esquecidas aqui na terra, está enterrado ali. Todos
os vestígios de nossa passagem pela terra terão se desvanecido. As
pequenas coisas que nos lembram - o cacho de cabelo conservado no
medalhão de ouro, ou o retrato pendurado em nossa casa - deixarão
de despertar interesse, por menor que seja, em qualquer ser vivo.

Basta olhar dentro dos cemitérios para ver dez mil rostos virados para
cima; dez mil peitos que não respiram. Houve um tempo em que centelhas
de fogo atravessavam essas órbitas vazias; quando cálidas ambições,
esperanças, alegrias e a vida amorosa animavam seus corações. Sonhos
de fama e poder um dia se abrigaram naqueles crânios vazios...

Uma visão correta da morte poderá ser útil para abrandar a maioria das
paixões equivocadas. Assim, por exemplo, podemos ver a que se resume a
avareza no caixão do sovina; este é o homem que nunca ficou satisfeito com
as riquezas que possuia; entretanto, vejam agora como algumas tábuas o
encerram, uns poucos centímetros quadrados o contêm...

Aproxime-se do túmulo do homem orgulhoso; observem seu rosto arrogante
terrivelmente desfigurado, e a língua que proferia palavras altivas condenadas
ao silêncio eterno... Vejam as consequência da intemperança na sepultura do
glutão; considerem seu apetite completamente saciado, os sentidos destruídos
os ossos espalhados".


Do livro The Royal Path of Life,
T.L. Haines, A.M., and L.W. Yaggy, M.S


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A Morte Como Aliada


Duane Elgin



A morte se constitui numa importante aliada quando se trata de apreciar a vida.
Não estou me referindo a uma preocupação mórbida com a morte. Refiro-me
à consciência de nossa finitude como seres físicos: um reconhecimento honesto
do pouco tempo de que dispomos para amar e aprender neste plano material.
O conhecimento de que nosso corpo irá inevitavelmente morrer destrói o
apego à insanidade dignificada de nossa existência socialmente construída. A
morte é uma amiga que nos ajuda no processo de libertação dos laços que nos
prendem à posição social e às posses materiais, como principais fontes de
segurança e significado. A percepção de sua presença nos força a confrontar o
propósito e o sentido da nossa existência no presente.

Gandhi disse uma vez: "Assim como uma pessoa tem de aprender a arte de
matar ao praticar a violência, terá de aprender a arte de morrer ao praticar a
não-violência"
. Se quisermos viver de maneira não-violenta e amorosa,
podemos começar por aceitar a nossa própria morte. O reconhecimento de que
iremos morrer nos desperta de nosso sono social para a realidade de nossa
condição como seres perecíveis. A morte é uma parceira inexorável na vida -
uma certeza inescapável a ser enfrentada, à medida que distinguimos entre o que
é significativo e o que é trivial em nossa vida diária.

Precipitado por Nuvem
Nebulosas:









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