Segunda-feira, Setembro 27, 2004



Sem paixão não há vida intensa


Muitas pessoas incorporam um vazio existencial: a falta de algo pelo que viver,
ou morrer. Ainda que não seja confortável, esse vazio atualiza a necessidade
de apaixonar-se. A paixão, tida como vilã pela razão, brinda com uma luz que
nenhum intelecto ofusca, pois mesmo os racionais a ela se rendem quando
prestam culto à ciência.

Dentre as paixões, a mais banal é a sexual, e a excelente é a inspiração.
Entre uma e outra, o coração humano se inflama por diferentes assuntos,
porém, guarda-se o reconhecimento de que só apaixonada a alma adquire
foco e o ser humano se transforma em alguém especial, em alguém que luta
por algo ou alguém, e que ao fazê-lo sua vida adquire significado e sentido.

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Quarta-feira, Setembro 22, 2004




No inverno e na dor, quase sempre esquecemos que a vida
é uma série de começos e fins...então vem a primavera."


Ben Logan



A primavera em nós



"O homem não está na natureza. Ele é da natureza.", disse o médico e
alquimista suíço Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheinou,
mais conhecido como Paracelso, nas primeiras décadas de 1500.

Ter sempre em mente que o ser humano está intimamente ligado à natureza faz
parte de uma necessária conscientização. Ao longo da história da humanidade,
este alerta sempre foi dado.

No ano de 1854, o então presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce, ao
fazer uma proposta de compra de terras a uma tribo indígena, recebeu como
resposta do chefe dos Seatle, um dos mais belos discursos já feitos sobre a
relação do homem com a natureza. Diz o pronunciamento em seu início:

"Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra ? Essa idéia
nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água,
como é possível comprá-los? Cada pedaço dessa terra é sagrado para meu povo.
Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a
penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na
memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores
carrega consigo as lembranças do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem a sua terra de origem quando vão caminhar
entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é
a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As
flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo , o cavalo , a grande águia, são
nossos irmãos. Os picos rochosos , o sulcos úmidos nas campinas , o calor do
corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família."


(Este texto de tão belo e profundo, passou a compor o programa para o meio
ambiente da ONU.)

Esta relação torna-se mais estreita, quando nos voltamos para o oriente,
onde podemos ver textos como o milenar I Ching, onde em sua lógica cósmica
nos diz que o homem é um microcosmo dentro de um macrocosmo.

A própria dinâmica dos átomos que compõe as células de nosso corpo é um
espelho do funcionamento do universo. Em torno do seu núcleo, giram
elétrons, assim como em torno do sol giram os planetas.

E é de um gênio da física, Albert Einstein (1879-1955), a seguinte frase:

"Um ser humano é uma parte do todo ao qual chamamos de Universo... Ele
concebe a si mesmo, às suas idéias e sentimentos como algo separado de todo
o resto. É como se fosse uma espécie de ilusão de ótica da sua consciência.
Essa ilusão é um tipo de prisão para nós, restringindo-se aos nossos desejos
pessoais e reservando nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas
de nós. Nossa tarefa deve ser libertarmo-nos dessa prisão ampliando o nosso
círculo de compaixão de maneira a abranger todas as criaturas vivas e toda a
natureza em sua beleza."


Não é por outro motivo, que o homem identifica nos eventos da natureza,
características que encontra em seu próprio comportamento.

Assim o faz, por exemplo, com a mais simbólica de todas as estações: a
primavera. Mais do que um evento astronômico chamado de equinócio, quando o
dia e a noite se igualam na duração, a primavera é uma representação da
alegria, das cores, uma celebração da explosão da vida.

Nos diz a filosofia Taoista, que tudo no universo se processa em movimentos
de expansão, inércia e retração. A primavera seria este movimento de
expansão da natureza. As sementes lançadas ao solo através do amadurecimento
dos frutos no outono (retração), germinam na quietude do inverno (inércia) e
explodem em cores vivas na primavera.

Vemos este processo também em nosso dia a dia, a cada novo passo a ser dado
na vida, quando nos concentramos para planejar (retração) para decidirmos o
melhor procedimento (ação - expansão) a ser feito.

Uma estação que afeta nosso comportamento por termos projetados
nela, sentimentos de alegria e celebração da vida.


A celebração da primavera no oriente


Neste período, várias celebrações ocorrem em vários pontos do mundo,
resgatando a eterna relação entre o homem e a natureza. As festividades mais
marcantes são em culturas milenares como a japonesa e a chinesa.

No Japão, é a estação mais popular do país. A primavera é recebida em festa.
Época de "Hanami" que significa "ver o florescer". Originariamente surgida
na era Heian (794/1185), o Hanami era uma festividade restrita à
aristocracia. Sua popularização se deu durante a era Edo (1688/1704), quando
as pessoas se reuniam sob as cerejeiras para comer, beber e dançar. Uma
celebração importante, em uma época dominada pelos Shoguns, senhores
feudais, onde a liberdade de comportamento para a população era bastante
restrita.

O Sakura Matsuri, a comemoração das cerejeiras é celebrada em todo o
território japones. A cerejeira é uma planta adorada pelo povo japonês por
ser símbolo da felicidade. Contam, que os antigos samurais, ao morrer num
campo de batalha, eram cobertos por pétalas de cerejeira, o que fazia seu
espírito se encher de orgulho.

O sakura (cerejeira) é o símbolo nacional, pois para os japoneses, sua forma
e cor refletem os ideais mais puros e simples do ser humano. Praticamente
todos os arranjos florais japoneses (ikebana) contem flores, botões e ramos
de cerejeira.

Na China, temos a celebração do ano novo chinês, o Festival da Primavera. O
nome do Festival faz referência ao ano novo lunar que se inicia na
primavera, diferente do ano novo ocidental. O calendário gregoriano foi
oficializado apenas em 1912, na fundação da República da China e o nome
permaneceu para diferenciar as duas passagens de ano.

Uma noite onde as famílias se reúnem em jantares, distribuem dinheiro da
sorte às crianças e esperam o amanhecer do dia acordados para dar boas
vindas ao novo ano que chega. Rituais em homenagem aos antepassados também
são realizados nos templos.


Nessa noite, por ser a primeira lua cheia do ano chinês, são feitos os bolos
de lua, com forma arredondada e que representam a unidade familiar.


Quando entrar setembro...


Aqui no Brasil, a primavera é uma das estações preferidas. Está associada ao
romance, ao amor. Um período bom para iniciar-se namoros.

Celebrações oficiais de caráter religioso não ocorrem neste período por
aqui. O equinócio de primavera está associado à celebração cristã da Páscoa,
sendo que o equinócio de primavera ocorre no mês de março no hemisfério
norte, onde se originaram os festejos cristãos. Sendo assim, a celebração da
ressurreição de Cristo foi desassociada do equinócio e tornou-se data fixa
do mês de março, tanto no hemisfério norte quanto no hemisfério sul cristão.

Mesmo assim, podemos ver por aqui, celebrações sendo feitas por grupos
esotéricos das mais diversas linhas, além dos rituais de Ostara, celebrados
pelos praticantes da Wicca, uma forma de prática religiosa que vem se
desenvolvendo desde a década de 50, tendo como base os antigos cultos
pré-cristãos europeus.

Na Wicca, Ostara é um dos 8 rituais que compõe a Roda do Ano. Os rituais são
celebrados nas entradas das estações, primavera (Ostara), verão (Litha),
outono (Mabon) e inverno (Yule), além de outros 4 que são celebrados entre
as estações, Beltane, Lammas, Imbolg e Samhain.(...)

Mas enfim... é primavera. E como diz Beto Guedes: "quando entrar setembro, e
a boa nova andar nos campos", caminhemos então entre o verde e as coloridas
flores não nos sentindo intrusos, mas sim, relembrando Paracelso, como um
elemento que faz parte deste belo quadro. Para isto, basta que despertemos a
primavera em nossos espíritos.


por Fernando Martins,
terapeuta holístico do Rio de Janeiro

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Segunda-feira, Setembro 20, 2004




O Bambu


"O bambu é perfeito como o próprio Tao, pois contém a harmonia dos constrastes em seu próprio corpo. Sua cana é dura - Yang - por fora, porém vazia - Ying - por dentro. Assim, dureza e suavidade, ser e não-ser, combinam-se em seu fino porte." (*)

Sua natureza exemplar nos ensina sobre inteireza, perfeição, fortaleza e suavidade, flexibilidade, perseverança, paciência, constância, modéstia, elevação e vacuidade. O bambu é aquele que, atingido pelo vento, acompanha o movimento sem resistir nem quebrar.

Ainda haveria muito mais a se falar sobre bambu, especialmente sobre uma certa Dona Bambu que hoje completa mais um ano de existência.

Parabéns, Bambuzinha...
Feliz Aniversário!!!!




(*)Trecho extraído de "O Tao da Música", Carlos D. Fregtman

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Segunda-feira, Setembro 13, 2004




Dentro de ti


Busca dentro de ti a solução de todos os problemas, mesmo daqueles que julgues mais exteriores e materiais.

Dentro de ti está sempre o segredo; dentro de ti estão todos os segredos.

Mesmo para abrir caminho na selva, mesmo para levantar uma parede ou firmar uma ponte, deves, antes, buscar dentro de ti o segredo.

Dentro de ti todas as pontes estão instaladas. Estão cortadas, dentro de ti, as ervas más e os cipós que fecham os caminhos. Todos os alicerces já estão erguidos dentro de ti. Interroga o Arquiteto Oculto. Ele te dará suas fórmulas.

Antes de procurar o machado mais aguçado, a picareta mais sólida, a pá mais resistente, entra em teu interior e pergunta...

E saberás o essencial de todos os problemas, a melhor de todas as fórmulas será explicada, e receberás a mais sólida das ferramentas. E acertarás constantemente porque dentro de ti levas a luz misteriosa de todos os segredos.


Amado Nervo

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Sexta-feira, Setembro 10, 2004




Mãe Maria

A Consolatrix Afflictorum


Nunca seremos bastante gratos em poder encontrar no culto à Maria, a idéia da Maternidade Divina posta em relevo com tanta beleza e doçura, e lamenta-se sua ausência entre os elementos universalmente reconhecidos na teologia cristã.

Entrando em contato com este Ser extraordinário, nossa primeira impressão é a de uma doçura infinita, tão suave e delicada que toda a doçura daqui embaixo não é, junto a ela, senão grosseria. Tudo quanto pode representar o ideal feminino, tudo quanto podemos imaginar da maternidade, tudo isso encontramos perfeito nela.

Como descrever aquela cuja bondade e doçura são tão grandes que nada na Terra se lhe pode comparar? Maria representa o mais nobre tipo que já produziu a raça judaica. Desprende-se de sua pessoa majestosa a dignidade de uma matrona romana, a par de um radiante amor e espiritualidade; uma suave compaixão que faz nascer em todos nós um sentimento de perfeita confiança, absoluta indulgência, um amor universal.

Maria, um Ser de poderosíssima luz, conquistou o direito de liderar as legiões angelicais e interceder pelo bem da humanidade, através de um constante trabalho de sustentação das energias da Perfeição Divina, do Amor Divino, da Harmonia Divina, da Pureza Divina, da Misericórdia Divina e da Graça Divina.

Muito antes de seu nascimento, o Ser divino e puro que seria chamado de Maria de Nazaré ficou sabendo que se aproximava o momento cósmico em que a energia do Criador, através da expressão de Jesus, desejava, por meio de um nascimento no mundo físico, manifestar-se no mundo da matéria e da forma e, assim, em seu Infinito Amor, implantar a Chama Crística no coração dos seres humanos, capacitando-os, ao longo dos anos, a desenvolver em seu interior as energias do amor, harmonia e sabedoria divinos.

Voluntariamente, Maria oferece-se para auxiliar nesta missão. Sabedora da importância de seu papel na evolução espiritual da humanidade, solicitou permissão para ser treinada na arte da concentração e da manutenção da Perfeição Divina. Foi no final deste treino que Ela obteve a maestria da arte da "Imaculada Concepção", o que significa "arte de conceber algo dentro da perfeição divina e mantê-lo, de modo a impedir que qualquer mácula energética possa tornar imperfeito aquilo que é divinamente perfeito". Durante o tempo em que esteve realizando o seu treinamento na esfera angélica, a Mãe Divina aprendeu com os Anjos e Devas da natureza, a conceber as mais perfeitas formas da natureza, como por exemplo, uma rosa. Durante este processo, Ela deveria controlar sua concentração criando a forma-pensamento perfeita de uma rosa, ativá-la com a carga do Amor Maior, a fim de conservá-la viva, evitando que essa forma-pensamento se desfizesse. Aprendeu com os Devas da natureza, a criar a partir da substância universal, o perfume e a cor adequados para a sua flor e, por fim, como manter uma segurança amorosa em torno de sua rosa, evitando que pressões das vibrações externas pudessem destruí-la. Maria, durante o período de treinamento com os Anjos, assimilou ainda mais a ciência de viver na Graça Divina, estabelecendo uma perfeita sintonia com a energia do amor-sabedoria divinos, impregnando-se continuamente nas ondas amorosas irradiadas pelo Criador. Sua sintonia com a pura energia do amor divino possibilitou-lhe a formação de um elo indissolúvel entre o reino angélico e Ela.

Quando nasceu na Judéia, a menina Maria destacou-se das outras crianças por sua graça, suavidade, meiguice e pureza. Seus dias passavam na contemplação do belo; extasiava-se com o nascimento de um animalzinho, com o desabrochar de uma flor, corria pelos campos acompanhada de seus amigos Anjos, usufruía o prazer de sentir a carícia do vento brincando com seus cabelos. Passava horas, sentada embaixo de uma oliveira, concentrada em um raio de luz, surgido por entre as folhagens, acompanhando seu movimento e brilho. Possuía nos olhos o brilho da força da vida e nos lábios o sorriso da alegria de viver. Enquanto as outras meninas da aldeia brincavam, Ela começou a ser treinada para reconhecer a luz maior através dos véus das aparências, aprendeu a ter disciplina, a ter ritmo, a direcionar seu pensamento ao Criador, impedindo que influências estranhas atrapalhassem sua concentração. Ao longo do tempo aprendeu, além dos textos sagrados, a executar todas as tarefas domésticas, a plantar e a tecer. Aprendeu, com seus amigos angélicos, a dar um sentido especial a cada coisa que fizesse, a abençoar cada ser e cada espaço de seu lar e, acima de tudo, a agradecer pelas bênçãos recebidas.

Um dia, Maria recebeu a visita do Arcanjo Gabriel dizendo: "Salve, Maria, cheia de Graça".
A partir deste momento Maria de Nazaré transforma-se: o véu do esquecimento é erguido e toda sua missão, a grandiosidade de seu Filho e, a importância de seu trabalho, vieram-lhe à consciência. Uma nova etapa de sua vida inicia-se nesse momento: Ela começa a se preparar para ser a Divina Mãe. Ao varrer o chão, ao plantar uma semente, ao tecer uma manta para seu Filho, Maria adquire a certeza de que somente o fluxo do Divino Amor que pulsava em seu ventre, permitia-lhe a Graça de realizar tarefas tão divinas e por isso Ela as realizava para glorificar o Criador.

Na infância do Menino Jesus, a missão de Maria foi manter a perfeição e a pureza em torno de seu Filho, protegendo-o através de sua energia amorosa, do mesmo modo que aprendera a proteger sua rosa-perfeita, quando estava sendo treinada na esfera Angélica. Maria buscou não afastar seu Filho do contato com as pessoas, mas sabedora de que tinha em casa um "cristal puro e translúcido", frágil e sensível como um pequeno querubim e que este Ser vivia entre pobres e doentes da mente e do corpo, Ela decidiu enfrentar as dificuldades diárias tecendo, dia após dia, em torno do Menino Jesus um foco de luz protetora, construído através de vibrações de energias de paz e amor. A Mãe Divina acompanhou e sustentou o crescimento e o desenvolvimento físico e espiritual de seu amado Filho. Suas vibrações amorosas serviam de base para que o Menino Jesus se espelhasse em sua sabedoria de vida e, ao mesmo tempo, encontrasse forças para trilhar o Seu caminho.

Quando o Mestre Jesus completa 30 anos, um novo sacrifício é exigido de Maria: construir diariamente um reservatório de energia amorosa para ser a sustentação do Homem Jesus durante o Calvário. Nos três anos que se seguiram ao batismo do Mestre Jesus, Maria com o auxílio dos Anjos, dedica-se cada vez mais a fortalecer o seu reservatório de energia com a força da Paz e Harmonia Universal. É deste reservatório, deste grande Cálice de Luz, que a Mãe Amorosa vai buscar forças para cumprir a sua missão durante a crucificação de seu Filho.
A Mãe Divina executa no Gólgota a sua missão: manter a "Imaculada Concepção" (O Perfeito Plano Divino), a visão do Cristo com toda a sua perfeição e beleza ressuscitando entre todas as dores (morte) e Ascendendo na Luz.

Maria concentrou-se em seu coração, manteve diante de si o Sagrado Ser Crístico de Jesus, de modo a impedir que a lança, os espinhos e os pregos magoassem seu Filho. Ela sabia que qualquer sentimento de dó, revolta ou desamor dentro de si, destruiria a malha da energia do Amor Materno e Divino que sustentava o Homem Jesus. Com a força de seu coração e com a energia de sua mente, Ela retira do seu reservatório energético, a suavidade da energia da paz para refrescar a fronte de seu Filho, a serenidade da energia da harmonia para molhar Seus lábios, a força regeneradora da energia do amor para consolar o Seu coração e o brilho sagrado da energia da luz para manter acesa e inalterada a chama da grande Missão Crística.

Após a crucificação, Maria retira-se para Betânia. No interior do seu coração busca o sentimento de paz interior e inicia o seu trabalho, concentrando todo o seu Ser e suas energias na Ressurreição do Cristo, visualizando o reencontro com seu Filho amado. O reencontro do Filho e da Mãe Divina foi precedido, uma vez mais, pela presença do Arcanjo Gabriel, confirmando aquilo que Ela já sabia, que seu Filho ressuscitara em um corpo de Luz. Antes de ascencionar, Mestre Jesus conviveu com Maria e os apóstolos por 40 dias, porém, antes de partir, pediu à sua Mãe que pemanecesse junto aos seus discípulos por mais 30 anos, estabelecendo um Foco de Luz Crística que tivesse a vitalidade, a força e a energia amorosa para sustentar a si mesmo por mais de 2000 anos.

Após a ascensão de Jesus, Maria retornou à sua vida normal, tornando-se a Grande Mãe para todos os discípulos, aconselhando-os, incentivando-os, evitando discórdias e disputas. Tecia uma vez mais, dia após dia, entre todos aqueles que foram tocados pelo Espírito Crístico, uma rede de união, de fé, de confiança e de amor.

Maria dá por encerrada sua missão no planeta após haver ensinado aos homens de coração aberto a viver dentro de um estado de "Graça receptiva"; estado em que a consciência exterior permanece alerta e receptiva às sugestões e intuições vindas dos Mestres de Luz. Como lembrança de seu amor e carinho, Ela deixa no lugar de seu corpo, uma rosa para cada um dos discípulos. Ao ascender na Luz, a Divina Mãe, em seu infinito amor, opta por permanecer junto ao seu Filho e outros Mestres de Luz, cuidando da evolução da humanidade e, para servir, opta pelo serviço através da Hierarquia Angélica.

Hoje, Maria é considerada como a Rainha dos Anjos, a Grande Mãe Divina, que com sua misericórdia amorosa intercede por todos os seres humanos. Um dos seus trabalhos consiste em auxiliar na criação do Cálice Sagrado (coração) de cada ser humano, dentro do qual encontra-se a Chama Sagrada do Espírito da Vida. Mãe Maria, assim como amparou, protegeu e sustentou seu Filho Divino, emite Raios de Luz a toda a humanidade, amparando-a, impregnando-a com energias de fé, misericórdia, sabedoria e amor. Os Raios de Luz emanados por Maria são de um suave tom azul perolado, chamados de Raios da Pérola Azul. A Divina Mãe nos ampara no momento de nosso nascimento para esta vida material e recebe-nos, com seu amor, quando retornamos à vida espiritual, focalizando sempre a Divina Perfeição se expressando através do nosso ser. Acompanha, através de suas legiões de Anjos, a evolução de cada ser humano e distribui para toda a humanidade suas poderosas bênçãos de amor misericordioso, cura espiritual e física, fé e graça divina.

Fonte: Revista "O Pensamento", maio/junho 1995 (Autor não mencionado)

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Quarta-feira, Setembro 08, 2004



Escrevendo o destino


Eis o divino paradoxo: o destino inevitável é sermos livres para decidir o sofrimento ou a felicidade.
Quem tiver mãos que as use livremente para realizar seus sonhos, quem tiver pés que os use livremente para explorar caminhos e potencialidades, quem tiver coração que o use livremente para amar, quem tiver emoções que decida livremente purificá-las para que elas deixem de ser um estorvo e se transformem numa segura bússola a apontar o norte da felicidade.

Não há outro líder ou guru a não ser o livre-arbítrio. No livro da vida, cada um de nós é o próprio autor.

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Sexta-feira, Setembro 03, 2004




Olhos cheios de nuvens

Olhos cheios de nuvens...
Hoje eu senti nuvens
que cobriam os meus olhos.
Hoje eu vivi momentos
que valeram por meus olhos.

Eu fui levada por ventos
que fizeram de mim um pássaro,
que fizeram de mim uma mulher*,
mulher digna* dos meus olhos.

E eu não fiz nada demais
para ter-me assim como estou.
Eu apenas entreguei-me
em troca dos meus olhos.

E os meus olhos são como um tesouro,
pois são a minha imagem.
Valem prata , valem jóias , valem ouro ,
esses meus olhos cheios de nuvens.

* com a devida licença poética.



Autoria Val Neto


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