Quinta-feira, Abril 29, 2004



Brincando nos campos dos deuses

Para que a consciência se renove, temos de nos despir das máscaras com que o medo de viver se traveste. Despir-se da desconfiança, por exemplo, que mascara o medo dos semelhantes, e também das argumentações do cinismo, que mascaram o medo da vida além da matéria. Todas as máscaras do medo de viver parecem normais, porque a civilização as valoriza mais do que os argumentos da alegria e do respeito. É normal desconfiar dos semelhantes e incomum aproximar-se deles com amor. Onde foi parar o brilho espontâneo que nos torna filhos dos deuses? Os filhos brilham porque vão além das tormentas emocionais, renovam continuamente seu atrevimento à vida e sempre brincam nos campos dos deuses...

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Segunda-feira, Abril 26, 2004



Procura-te em ti mesmo

O equilíbrio interior é presente quando a
tua atenção é direcionada a ti mesmo.
Os teus medos atenuam quando
sentes a presença do amor em ti.
As tuas dúvidas cessam diante da tua
certeza na vida, na alegria, na expansão
do teu ser.
A tua solidão dá lugar ao preenchimento
quando sentes o que o teu coração expressa.
A tua ferida encontra a cura quando
descobres que não estás sozinho, quando
descobres o quanto és amado e agraciado.
O teu choro é estancado quando a tua
vontade em celebrar a vida é maior.
A tua inocência é resgatada quando
descobres que nada mais és que a Criança
do Eterno.
E quando perguntas quem és, digo que és
a perfeição que habita na paz de D'us.
És a essência que o Criador deixou para
que o mundo fosse pleno, sem culpa.
Procura-te em ti mesmo para que
possas percorrer-te e conhecer-te plenamente.
Para que depois possas ensinar aos
teus as dádivas concebidas àqueles
que descobrem já não estarem preocupados
com os dias e as noites.
E sim com o momento presente, passo.
a passo, rumo ao grande despertar.
Procura dentro de ti a felicidade...



Recebido por e-mail (autor desconhecido)


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Quinta-feira, Abril 22, 2004



"Sou a Mulher da Terra, cavalgo o dragão que vive no fundo. O que vês em minha superfície não passa de um aspecto de mim mesma. Faço-me crer pobre e dura, cruel e distante, possessiva e voraz, mas aos que se entregam a mim sem reservas com todo o amor, dou meu leite fluídico mesclado de raios lunares e solares. Respira-me quando exalo meu fôlego, pois ele é habitado por forças de um poder inimaginável."

Mario Mercier

22 de Abril - Dia da Terra

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Terça-feira, Abril 20, 2004



Em nossa alma todos os caminhos se bifurcam em outros, em outros, em outros... E a cada bifurcação surgem dúvidas, dilemas, que não podemos evitar pois assim fugimos à responsabilidade de escolher livremente entre as opções disponíveis.
A liberdade é um dom acessível a todos, a capacidade de atualizar o princípio cósmico do infinito, o talento de decidir o caminho que seguiremos, a sagrada noção de não haver um efeito fatal para tais ou quais causas, mas infinitas possibilidades de administrar as situações que acontecem conosco.

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Sexta-feira, Abril 16, 2004



A beleza nos olhos de quem vê


Há uma ocupação muito significativa entre os meninos de rua na Índia. Eles apanham terra num certo lugar e têm uma maneira de procurar nessa terra algum metal, como por exemplo, o ouro ou a prata, e durante todo o dia as suas mãos estão enterradas na poeira. Mas procurando o quê? Procurando ouro e prata.

Quando neste mundo de imperfeição, procuramos por tudo o que é bom e belo, há muitas oportunidades de desapontamento.

Porém, ao mesmo tempo, se continuarmos procurando por isso, não olhando para a poeira mas procurando pelo ouro, nós o encontraremos. E, uma vez que começarmos a encontrá-lo, deveremos encontrar cada vez mais. Chega uma ocasião na vida de um homem em que ele pode ver algum bem no pior homem do mundo. E quando ele atingir esse ponto, embora o bem esteja coberto com mil envoltórios, ele porá a mão no que é bom, pois ele procura pelo bem e atrai o que é bom.

Não há nada com o que se surpreender se uma pessoa chega num estágio em que diz: "Eu amo tudo o que vejo neste mundo, não obstante todas as dores e lutas e dificuldades; tudo vale a pena.". Porém, outra pessoa diz: "É tudo miserável, a vida é feia; não há um pingo sequer de beleza no mundo." Cada uma delas está certa do seu ponto de vista. As duas são sinceras. Mas diferem porque olham para o mundo de maneiras diferente. Cada uma dessas pessoas tem a sua razão para aprovar a vida ou desaprová-la. Só que uma delas beneficia si mesma pela visão da beleza enquanto que a outra perde por não apreciá-la, por não ver nela a beleza.


Hazrat Inayat Khan

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Terça-feira, Abril 13, 2004



Há quem diga que nascemos apenas com dois medos: o medo de cair e o medo do barulho. Todos os outros medos são adquiridos.

Há certos temores que nos protegem, pois tornam o andar mais prudente. Porém, há de se colocar um limite ao temor, porque a partir de certo ponto, de tanto antecipar perigos acaba inventando-os e paralisando toda ação que nos conduziria adiante.

Por trás do medo de morrer está a vontade de viver. Por trás do medo de fracassar está a ardente vontade de vencer. Cada medo se alimenta de uma vontade positiva que deve ser resgatada.

O medo é nosso eterno companheiro do caminho, mas nunca será bom conselheiro. Necessário enfrentá-lo e afastá-lo, não para cometer imprudências, mas para ficar a meio caminho entre a covardia e a insensatez. Esse é o lugar da coragem.

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Domingo, Abril 11, 2004



Obrigada, querida Bambuzinho, pelo lindo presente.

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Sábado, Abril 10, 2004



A somatória de todos os encontros, desencontros, reviravoltas e passos durante nossa frágil existência, sejam eles fugazes ou importantes, ora conduzidos pelo misterioso acaso ou pela necessidade, desenha no fundo, figuras geométricas de elevada complexidade, exprime ritmos, e é o que é: um discurso planejado, a dedicação de nossa alma à nossa realização, e do qual não apreendemos ao longo do tempo, mais do que algumas palavras que não chegam sequer a formar uma frase que faça sentido, mas que nos dão pistas de algo maior. Por vezes essas pistas se tornam certezas, mas na maior parte do tempo perdemos o fio da meada, até que nos deparamos com a próxima evidência.
Viver é decifrar!

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Segunda-feira, Abril 05, 2004



Pasme...

Pasme...
Após tanto tempo, mares e telefonemas pacíficos,
volta a paixão,
aquela.

Não se irrite.
Alguma pane da memória talvez?
Um erro de digitação.
Daqui a pouco tudo volta ao lugar.

Volta a aplicada tentativa de
te esquecer para sempre.


Pauline Alphen

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Sexta-feira, Abril 02, 2004



Memorando

Então me concentrei dizendo:
Guarda-a na memória essa paisagem
que não se repetirá na face da terra
com as mesmas indefinidas cores.
E esse vulto que teus olhos não verão de novo
passar com idênticos movimentos rítmicos.
E essa voz que te saudou do outro lado do oceano
assim como um fugidio marulho de ondas.

A paisagem desapareceu entre as cinzas do informe.
O vulto não regressou em sucedimento a si próprio.
A voz perdeu o timbre no exaurir da mensagem.
Mas por milagre se conservam tangíveis
dentro de um vago mundo sem dimensões
a paisagem o vulto a voz
que de longe em longe reencontro.

Aquela paisagem ninguém a viu como eu.
Aquele vulto não foi captado senão por mim.
Aquela voz me tocou e não a outrem.

Frágil tesouro da memória
-- antes que a noite me desarme --
por algum tempo ainda resguardado.


Henriqueta Lisboa

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Quinta-feira, Abril 01, 2004



O mais importante não é dizer uma verdade a alguém, mas dizê-la à nossa própria alma, para nos convencer definitivamente sobre o caminho feliz.
Verdades ditas produzem discussões, verdades pensadas produzem esclarecimento, que se traduz na prática, em cada gesto e atitude que tomamos ou deixamos de tomar.

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