Quinta-feira, Março 25, 2004



Exercício


Não deixe de admirar o céu numa noite estrelada. Imagine, através da Via Láctea, a forma da nossa galáxia, repousando a Terra num dos seus braços em espiral. Sinta que você está a bordo de uma grande nave que atravessa o Cosmos. Faça a sua consciência viajar da Terra à Lua, ao Sol, às estrelas, às galáxias, ao Universo. Envolto por essa imensa beleza, procure encontrar, no seu interior, o sentido da Bondade e da Verdade.

Volte ao seu corpo físico, explore-o interiormente, sinta como ele vive; capte o oxigênio que está ao seu redor, o ar que você respira, que entra no seu corpo e que atravessa os pulmões para ir até suas células, seus átomos. O seu corpo é uma galáxia. Através da rede de células que o compõe, visualize as aglomerações estelares das moléculas, os sistemas solares dos átomos. Faça uma ligação entre esses diferentes espaços e vidas no Universo, do infinitamente pequeno ao infinitamente grande. Faça com que eles se comuniquem entre si. Tente imaginar a vibração das partículas. Sinta como a matéria é animada pela energia. Conscientize-se da globalidade do seu corpo e considere a posição que você ocupa entre o infinitamente pequeno e o infinitamente grande da galáxia. Conscientize-se dos seus limites: o limite representado pela sua pele que engloba seu corpo biológico; o limite da sua aura, campo vibratório energético que envolve seu corpo; o limite do seu psiquismo e da sua mente, que são seus instrumentos de conhecimento e de relação com o Universo. Sinta que você está unificado e forte no interior desses limites.Tente sentir que rege essa vida no interior de seu corpo biológico.

Quem é essa Consciência fantástica que criou o Universo no qual você evolui? Reencontre a comunicação com esse Criador e Gestor do Universo. Tente perceber em seu interior a linha que liga você à Fonte Central, origem das criaturas e da criação.

* De manhã, ao acordar, lembre-se que você está num planeta, uma nave mineral em evolução, que se desloca ao redor do Sol.

* Freqüentemente, procure pensar no aspecto sagrado de cada ação de sua vida, sentindo-se, assim, em harmonia com o Cosmos.

* À noite, reserve um tempo para olhar o céu e medite sobre a vida no universo.


(Autor não mencionado)

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Terça-feira, Março 23, 2004



O equilíbrio é desejável, mas pensando bem, é uma condição estranha. Quando equilibrada, a alma não sente necessidade de chorar nem de rir, nem de correr ou ficar quieta, não sente o puxão dramático dos extremos.

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Segunda-feira, Março 22, 2004

Dia Mundial da Água




Declaração Universal dos Direitos da Água


Em 22 de março de 1992 a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o "Dia Mundial da Água", publicando um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água". Eis o texto que vale uma reflexão:

1.- A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

2.- A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

3.- Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

4.- O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

5.- A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

6.- A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7.- A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8.- A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

9.- A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

10.- O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.



Dia Mundial da Água: boa oportunidade para refletir sobre o que temos feito na preservação deste elemento, que mais do que um recurso, é um patrimônio natural.
Interessou-se pelo tema? Leia mais aqui:



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Sexta-feira, Março 19, 2004



Nas nuvens


As nuvens dançam um lento balé, despreocupadas.
São espumas num mar azul virtual.
Invertebrados que se arrastam suaves.
Assumem formas ao acaso, ao caos.
Desmancham-se feito algodão doce na boca, grudentas.
São passatempos dos ventos, que com elas brincam.
Jogam de um lado para o outro, por pura diversão.
Algumas estão manchadas, escuras, carregadas de água (ou de chá gelado?).
Encobrem, suicidas, o sol em brasa e em instantes são derretidas.
Evaporam-se. Desaparecem para sempre (para sempre?).
De onde estou, tenho uma visão privilegiada. Assisto a cada passo, a cada movimento delas. Posso vê-las com nitidez incrível, como se estivessem ampliadas milhares e milhares de vezes. O céu azul-claro é apenas um cenário, um fundo para melhor destacá-las.
Quem mais estará assistindo a este espetáculo além de mim neste exato instante?
Deitado neste leito, também me sinto desmanchar aos poucos.
Em breve desaparecerei (para sempre?).
Se eu fosse uma nuvem, choveria sobre os telhados da cidade numa noite escura.
Um adeus (para sempre?); uma forma de esquecimento, de sonhar.
As nuvens são os sonhos de alguém em sono profundo. São um recado: sejam leves e ganhem o infinito.


Ricardo Borges

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Terça-feira, Março 16, 2004



A criança dentro de cada um de nós é frágil, mas muito, muito viva, e interpreta nossas experiências antes que tomemos consciência delas.

É nossa criança que se amedronta com lugares novos, pessoas estranhas e situações desconhecidas.

Nossa criança necessita ser nutrida amorosamente, de uma forma que pode não ter sido no passado.

Nós podemos segurar sua mão, podemos afagá-la, fazendo-a compreender que não será abandonada.

Ela não precisa ser oprimida por nenhum lugar novo, pessoa estranha ou situação desconhecida.

É completamente surpreendente a força que nos vem quando gostamos de nós mesmos, quando, dentro de nós, reconhecemos a criança assustada e lhe damos a mão, fazendo-a sentir-se segura.

Então já não enfrentamos nada sozinhas. Juntas, poderemos enfrentar qualquer coisa.



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Segunda-feira, Março 08, 2004



Dia da Mulher?
Ora, todo o dia é nosso dia.
O problema é "acordar".

Mary Del Priore

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Sexta-feira, Março 05, 2004



Canção das Mulheres


Que o outro saiba quando estou com medo
e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.


Que o outro note quando preciso de silêncio
e não vá embora batendo a porta, mas entenda
que não o amarei menos se precisar ficar
um pouco quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele, não se irrite
com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso
com delicadeza ou bom humor.


Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim
nem se aproveite disso.


Que, se eu faço uma bobagem, o outro goste um pouco mais
de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que, se estou apenas cansada, o outro não pense
logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva,
nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dói a idéia da perda
e ouse ficar comigo um pouco -- e em lugar de voltar
logo à sua vida, não porque lá esta a sua verdade,
mas talvez por culpa ou acomodação.

Que, se começo a chorar sem motivo depois de
um dia daqueles, o outro não desconfie logo de
que é culpa dele ou que não o amo mais.

Que, se estou numa fase ruim, o outro seja meu
cúmplice, mas sem fazer alarde, nem dizendo:
"olha que estou tendo muita paciência com você!".

Que, se me entusiasmo por alguma coisa, o outro
não a despreze nem me chame de ingênua, nem
queira fechar essa porta necessária para mim,
por mais tola que lhe pareça.

Que, se eu eventualmente perco a paciência,
perco a graça e perco a compostura, o outro
ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro -- filho, amigo, amante, marido --
não me considere sempre disponível, sempre
necessariamente compreensiva, mas me aceite
quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que embora às vezes
me esforce, não sou nem devo ser a mulher-maravilha,
mas apenas uma pessoa, vulnerável e forte, incapaz e gloriosa,
assustada e audaciosa... uma mulher.


Trecho de uma crônica de Lya Luft

Enviado pela Gal, por e-mail.


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Quarta-feira, Março 03, 2004



Cochicho

Quando escrevo, o medo
é sempre o mesmo:
chegar atrasada ao que
quero dizer.

E de me dar por inteira,
nua
e freira.

Suzana Vargas

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