Quinta-feira, Outubro 30, 2003
MAGIA
Magia é a arte de sobrepor-se às forças invisíveis da natureza. Pode-se usar tais energias para o bem, como para o mal. Em si mesmo, elas não são nem brancas nem tampouco negras; são apenas forças, cegas, violentas às vezes, que jazem nos planos ocultos e que tornam-se instrumentos dóceis nas mãos daqueles que sabem dirigí-las. O bom ou mau uso é que lhes dá o colorido suplementar, definindo-lhes o caminho e as intenções de seu dirigente.
Sabemos que um universo invisível e imenso nos cerca. Um universo ríquissimo de vida e movimento e cujas forças se entrosam e interpenetram o mundo terreno que habitamos e cujas influências são notórias, pois as vibrações do plano oculto, pela sutilidade de sua constituição, apresentam-se mais rápidas, mais fortes, mais vivas. Além do mais, amiúde estamos trocando energias com esses planos e, o pensamento como vibração, é uma prova disso.
É desse reservatório que o mago vai tirar os elementos necessários para alcançar os seus objetivos. Conhecedor dos planos ocultos, maneja com liberdade a potência de suas vibrações, tornando-as suas vassalas. Se é um altruísta, uma alma elevada, emprega seu conhecimento para o bem. Se, ao contrário, é uma criatura egoísta, perversa, envereda pelo caminho mais escuro. Torna-se um adepto do mal. Sela o seu sangue com criaturas inferiores. Séculos passarão, noites infindas descerão, escoando-se longamente, até que se descerre a redenção de um mago negro. Pode-se dizer que na voragem dos tempos se repete na conduta do mago negro a rebelião do anjo.
O manejo e domínio das forças ocultas não quer dizer que o homem seja altamente espiritualizado. Muitas vezes é alguém que despertou muito cedo uma série de faculdades, através de exercícios, jejuns e outras práticas. Tal desabrochar, cujos centros de força se acham localizados nos chacras do veículo astral, quando não encontra no homem aqueles instrumentos de elevada formação moral e de conduta reta e perfeita, além de uma vontade firme e inabalável, poderão descambar para o pior, levando o indivíduo a circunstâncias amargas com as quais ele não contava. A loucura, a enfermidade, a morte, contam-se entre elas.
Se ambicionamos tais poderes saibamos esperar. Há o instante preciso em que tais coisas nos serão outorgadas e terão utilidade para nós, na medida em que forem colocadas inteiramente ao serviço e progresso da humanidade.
Todos, sem exceção, temos em nós, latentes, as energias capazes de nos oferecer um dia as forças dos magos. Gradativamente caminhamos para lá. Não devemos por isso, uma vez que nosso conhecimento face às forças e planos ocultos ainda é primário, excitar, provocar um nascimento prematuro. O que devemos fazer é ir desde já efetuando um plantio fecundo de boas ações e conduta reta, desenvolvendo cada vez mais o lado superior de nossa natureza. Assim fazendo, o homem está trabalhando igualmente na magia, em seu sentido mais comum, pois sob esse prisma ela se constitui em nossa conduta diária, de todos os instantes. É o bem que encetamos ou o mal que fazemos. É o intercâmbio de energias ocultas que dispendemos nessa ou naquela linha. Continuamente estamos enriquecendo essa força invisível ou a estamos empobrecendo e manchando.
De uma coisa devemos, porém, estar certos: a resposta do invisível ao nosso modo de ser. Isso é inevitável. Parece-nos, pois, diante desse conhecimento e dessa certeza, absurda a escolha do mal, cujas conseqüencias funestas nos porão longínqua plataforma, onde iniciaremos, desde os primeiros passos a nossa escalada, num retrocesso terrível. Sejamos inflexíveis nessa opção, jamais cedendo aos apelos do mal. Nosso caminho deve ser apenas um, aquele que elevará nossa consciência trazendo paz ao coração e à nossa alma.
Assim haveremos preparado nossos veículos para num amanhã promissor usarmos de todos os poderes inerentes à personalidade, da maneira mais sábia, mais prudente e mais perfeita.
Alcina Ferreira Jorge
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Terça-feira, Outubro 28, 2003
Prometa a si mesmo
Ser tão forte que nada possa perturbar a paz de sua mente.
Falar de felicidade, saúde e prosperidade com cada pessoa que encontrar.
Fazer sentir aos seus amigos que há algo de valor neles.
Ver o lado brilhante de todas as coisas e fazer com que o seu otimismo se realize.
Pensar apenas no melhor, trabalhar para o melhor e esperar só o melhor.
Ser tão entusiasta pelo êxito dos demais como por seu próprio.
Esquecer os erros do passado e insistir para conseguir grandes realizações no futuro.
Conservar uma atitude alegre em todos os momentos e sorrir para todas as criaturas que encontrar.
Dar tanto tempo ao seu melhoramento pessoal que não sobre tempo para criticar os outros.
Ser demasiado grande para preocupar-se, demasiado nobre para irritar-se e demasiado feliz para permitir a presença de qualquer perturbação.
Ter uma boa opinião de si mesmo e apresentá-la ao mundo, não a toque de trombetas, mas por grandes feitos.
Viver na fé que todo o mundo estará ao seu lado enquanto for fiel ao que há de melhor em você mesmo.
Christian D. Larson
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Segunda-feira, Outubro 27, 2003
Liberdade, igualdade e lealdade, eis as três virtudes que asseguram a felicidade e prosperidade de qualquer relacionamento.
Liberdade para as pessoas serem autônomas, igualdade para haver justiça e lealdade para o amor florescer.
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Quinta-feira, Outubro 23, 2003
Saudando o Divino
Emmet Fox
Ouvimos inúmeras vezes a expressão: "saudando o Divino que habita nele" ou "vendo o Divino nele", e podemos muito bem perguntar a nós mesmos o que é que essa frase significa na realidade.
Bem, ela é, simplesmente, a aplicação prática da regra de Jesus Cristo: "Não julgue de acordo com as aparências, mas julgue com com um critério justo"."
Cada um de nós tem um Eu Divino que é espiritual e perfeito, mas que nunca é visto neste plano. Esse é o homem verdadeiro, o homem Divino, e é aquilo que nós hoje chamamos de "o Divino interior". Ele é o seu Eu real.
Ora, sempre que você percebe ou insiste na presença do Divino interior -- dentro de si mesmo ou dentro de qualquer outra pessoa -- as aparências exteriores imediatamente começam a progredir, e tanto a quantidade de progresso como a velocidade com que ele tem lugar dependerão do número de vezes em que o Divino, o Habitante Interior, é saudado ou percebido e do grau de percepção atingido.
Este saudar o Divino exige apenas um momento e nunca deixa de trazer benefícios, tanto para o indivíduo em questão como também para a pessoa que faz a saudação.
Quando alguém parece estar se comportanto muito mal ou quando você ouve más notícias a respeito dessa pessoa, saúde o Divino nela, em vez de aceitar as aparências. Quando uma determinada condição parece desarmônica, esteja ela num orgão do seu corpo, num acordo de négocios ou em qualquer outra coisa, veja o Eterno trabalhando nisso -- melhor ainda, use esta saudação ao Divino e assim sanará a desarmonia.
Se alguém o desagrada, saúde silenciosamente o Divino que habita nessa pessoa e diga, em voz alta, aquilo que lhe pareça melhor.
Quanto mais vezes você saudar o Divino nos outros, mais depressa irá encontrá-Lo em si mesmo.
Imagem gentilmente cedida pela querida Bugra. Foi com ela e mais uma outra amiga, muito querida, que aprendi essa maravilhosa saudação.
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Obrigada à querida Gal, pelos presentes carinhosos.

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Quarta-feira, Outubro 22, 2003
Uma dificuldade poderá despedaçá-lo, ou poderá torná-lo mais forte. Tudo depende de como você aceitará e do que fará com ela. "A má sorte é como uma faca que pode cortar-nos ou servir-nos para cortar, dependendo do jeito como a seguramos, ou pelo cabo, ou pela lâmina", disse Lowell.
Agarre uma dificuldade pela "lâmina" e será cortado. Segure-a pelo "cabo" e poderá usá-la construtivamente. Pode ser duro conseguir segurá-la pelo cabo, mas é possível, sem a menor dúvida. E há algumas técnicas bem práticas para se fazer isso. Foram tentadas e postas à prova.
Você deve ficar contente por ter algumas dificuldades. A vida não mereceria ser vivida sem elas. Este elemento na vida pode ter seus aspectos desagradáveis, mas a dificuldade é, ainda, essencial à evolução e orientação.
Na realidade, problemas são um sinal de vida. De fato, quanto mais problemas, tanto mais se faz parte da vida. O único lugar onde estive e vi as criaturas sem problemas é o cemitério, e lá estão todos mortos. Sinta-se contemplado pelo Pai lhe confiar alguns problemas. Agradeça a Ele este presente. O Pai acha que você tem o necessário para solucioná-los.
Para solver a dificuldade, antes de tudo, mantenha-se quieto, calmo e senhor de si quanto puder. Jamais poderá solucionar, com eficiência, uma dificuldade, a menos que esteja mentalmente sereno. É importantíssimo pensar calmamente. Quando se levanta uma dificuldade a primeira tendência é ficar nervoso, assustado mesmo. Neste estado de nervosismo, achamos que o problema deve ser solucionado imediatamente. Alguma coisa deve ser feita, incontinenti.
Quando se está mentalmente agitado, as respostas racionais às dificuldades tendem a fugir. Mas, quando se está calmo, a mente vem fazer o que lhe compete, que é raciocinar com inteligência.
Portanto, torna-se necessário dar ênfase à importância de aprender o uso do silêncio para enfrentar os problemas difíceis da vida. O silêncio submete a mente àquelas penetrantes iluminações que, sem dúvida, vêm de Deus a fim de ocupar nossos pensamentos. A orientação divina expressa-se sempre numa voz serena e baixinha. Mal se poderá ouví-la na confusão -- e, muito menos ainda, num estado de medo e excitação, ou quando a mente está cheia de ansiedade. Não se pode perceber a vontade do Pai ou receber-Lhe a orientação no meio do barulho, especialmente quando o barulho é interior. Desta forma, a técnica consiste em mergulharmos na quietude repousante e profunda da fé e da confiança, na qual torna-se viável pensar com clareza. Manifestar-se-á, então, um meio adequado para se enfrentar a dificuldade.
Norman Vincent Peale
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Segunda-feira, Outubro 20, 2003
Acostume-se com a ambivalência, as contradições e enormes paradoxos da vida.
É impossível tudo ser uma coisa só, este planeta se caracteriza pela diversidade,
e só o amor faz com que as diferenças convivam bem.
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Sexta-feira, Outubro 17, 2003
A vida do Criador é também a tua vida! Por isso é que ela é divina e deves adorá-la e respeitá-la com religioso recolhimento, em ti e em todos os seres.
Convence-te de que és depositário dos divinos fluidos que em ti circulam e que vibram também em todas as coisas, tecendo com suas filigranas ocultas, frementes mensagens do Amor Divino, que é a base, o fundamento supremo deste e dos outros mundos!
Em ti circula a mesma vida que palpita nas cadeias ciclópicas dos universos. A música das esferas se faz ouvir em ti também, e nem de outro modo poderia ser, porque é uma lei que rege o Macrocosmo e o teu Microcosmo.
A perfeita analogia que entre ambos existe os submete aos mesmos arpejos, aos mesmos ritmos dessa música inefável composta pelo Criador de todas as coisas e que fez dizer o grande Mestre: "Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça!"
É por esta razão que nos misteriosos olimpos de tua alma, despontam também gloriosas inspirações, que palpitam como estrelas de primeira grandeza; idéias sublimes e luminosas surgem em tua mente, como essas estrelas que te contemplam desde a infância.
Tua vida é a mesma Vida Divina que em tudo circula.
Medita e observa que a mesma vida que circula nas flores, circula em ti também. O que adoras nas flores, adoras em ti mesmo e em teus semelhantes. A Natureza é o teu espelho e tu és o espelho de teus irmãos, como eles, para ti mesmo, também o são.
A Vida Divina que vibra na luz do Sol e das estrelas; que flui nos raios suavíssimos do luar; que freme na brisa que cicia; que palpita no mar invencível e majestoso, é a mesma vida que possuis, sublimada por essa centelha que em ti fulgura e que partiu do seio do Eterno!
Autor desconhecido
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Quinta-feira, Outubro 16, 2003
O coração que ama não se guarda para momentos melhores, aproveita cada instante da existência para oferecer ao mundo o que há de melhor nele, compreendendo assim que o amor é uma oferenda e não algo que se recebe.
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Segunda-feira, Outubro 13, 2003
Celebração dos Elementos
Henriqueta Lisboa
Água
Diamante de primeira água
água melhor do que diamante
água que brota virginal
e maternal da própria fonte.
Ao despenhar-se da pedreira
em nítidas franjas de espuma
é vestido de noiva às vésperas
da inauguração do mundo.
Tálamo de lírio e açucena
elo de amor que se recata
aos acenos da mão de Deus
palmilha devagar a várzea.
Água limpa de natureza
que toda corrupção supera
após ter lavado gangrenas
ascende à via-láctea em névoa.
Salta de regatos e esguichos
alegria jogo de pérola
nos entraves se desperdiça
água menina que se atreve.
Humilde forma provisória
não desbordaria do cântaro
porém se vai vereda afora
envolta em caudal de arrogância.
Já não reconhece fronteiras
recolhe rios no percurso
em turbulência se despeja
nos abismos de sal do oceano
sobe às nuvens desce em dilúvio.
Onde o orvalho em translucidez
a face do lago em remanso
a pureza daquele sorvo
que nos matara a sede há pouco?
Deslustrou-se a fonte com o tempo?
Da graça nada mais lhe resta?
Entretanto algures latente
a essência da água permanece:
no tecido humano se instala
à seiva das plantas preside
dá de beber aos seres vivos
acelera massas e máquinas
à transcendência se dispõe.
E amanhã será como foi
no seu destino de doação.
Ar
Plumagem desgarrada em busca
de outras plumagens desgarradas
o ar voluteia na amplitude
e alarga o giro sempre mais
no alvoroço das descobertas
libertário de plena audácia.
Sem itinerário qualquer
cantarolando assobiando
fremindo rindo retinindo
ao balanço das próprias asas
em volta de espigas e vinhas,
o anunciador da boa nova
o portador do amor instável
o mesmo transgressor de normas
é carícia sobre os cabelos
logo é lufada em meio a telhas.
No concerto das madrugadas
com sustenidos e bemóis
é um som de flauta que divaga
de tom menor a maior.
É têmpera de redemoinho
abraço não correspondido
que envolve o talo da roseira
e que abre as pétalas da rosa
com doçura ou desfaçatez.
É dádiva que se divide
entre esplanada e calabouço
visitando cidades e ilhas
penetrando poros despertos
promovendo velhos encontros.
Abram-se portas e janelas
para o reinado do invasor.
Ar das praias ar das campinas
das montanhas de não sei onde
talvez de outrora, sê bem-vindo!
Quero usufruir tuas delícias
até o fundo dos pulmões
para que alma e corpo se portem.
Ar azul de azul invisível
feito de espírito e matéria
tu és vitória sobre a morte.
pois além dessa vida etérea
que existe em função do amanhã
significas ressurreição.
Fogo
Diadema de desejo que arde
no rubro coração dos homens
com envolvimento de nardo
o fogo é vida em combustão.
Solto depois de prisioneiro
em breve impulsiona e alastra
não se contenta de si mesmo.
Vulto de bronze em vertical
toma de púrpura desata-a
empunha a tocha e segue a trilha
que se traçou para a conquista.
Nume de estrépito e espetáculo
sustenta lábaros de guerra
colhe madeira ateia incêndio
serras e montanhas escala
ergue-se no último degrau.
No ápice do orgulho estremece
labareda vinga o labéu
ontem ferido de emboscada.
Ás vezes fogo-fátuo a furto
desaparece pelos pântanos
e numa cupidez de abutre
nutre-se das próprias entranhas.
Mas de novo se reverbera
em fricção de pedra na pedra.
Mergulha então -- tição de pira --
na água que vai tornar lustral
propícia ao culto do batismo
e cerimônias augurais.
De puro agora purifica
tem rédeas e tenazes de ouro.
junto às humanas cicatrizes
sofreia os impulsos de touro.
recolhe-se aos lares protege-os
abençoa o pão na fornalha.
Amor e paz. Como é singelo
ao acender nos templos vastos
não mais que a lâmpada votiva!
Acaso sentindo-se à míngua
vela de cera tremulante
da mesma cegueira se extingüe.
E já pela noite se inflama
em jatos e rojões de estilo
a constelar os céus da infância.
Terra
Terra antiqüíssima tão só
no escuro túnel de milênios
que te desmembraste do sol
por uma aspiração extrema.
Ardente de erosões, fogosa
de vulcões de cinzas de lavas
movente sem base nem topo
talvez pela fome de lar
giras em torno do teu deus.
Terra suspensa dos espaços
imaginas que sejam teus
os astros em afluência prontos
para a decoração das noites.
Em gravitação te equilibras
por fatalidade ou magia.
Contudo já não és a mesma
tantas vezes desmoronaram
tuas montanhas, tantas vezes
estremeceram os teus vales
em invento e composição.
Terra humana de areia e argila
exposta à intempérie. E à premência
do homem que a carne te lacera
para defender seu quinhão.
por certo ele aprendeu contigo
o exercício criador de formas
em modelos que se renovam
com seus êxitos e deslizes.
Maravilhou-se com a clivagem
dos teus cristais de faces múltiplas.
Ofuscou-se diante da alvura
alma e corpo de alabastros.
perdeu-se de si próprio em busca
de ouro ferro petróleo urânio.
Entre os lavores e a lavoura
o homem te ama de amor insano
pleno de luxúria e cobiça.
Mas ao desconserto resistes.
E nos ardores da defesa
aniquilas o aventureiro
que ainda cinzela de teus mármores
o hipogeu para o sono intérmino.
Por fim os pés que te pisaram
repousam sob tua égide.
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Sábado, Outubro 11, 2003
Mensagem da Criança
Meimei
Dizes que sou o futuro.
Não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz.
Não me induzas à guerra.
Dizes que sou a promessa do bem.
Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus olhos.
Não me abandones às trevas.
Não espero somente o teu pão.
Dá-me luz e entendimento.
Não desejo tão só a festa de teu carinho.
Suplico-te amor com que me eduques.
Não te rogo apenas brinquedos.
Peço-te bons exemplos e boas palavras.
Não sou simples ornamento de teu caminho.
Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.
Ensina-me o trabalho e a humildade,
o devotamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orienta-me
para o que seja bom e justo...
Corrige-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra...
Ajuda-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar...
Psicografada por Francisco Cândido Xavier
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Quinta-feira, Outubro 09, 2003
" Silêncio! meus olhos
Silêncio! ouvidos meus
Odores e rosas...
Sabores e contatos...
Ternura de vento
Silêncio! "
Hermógenes
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Terça-feira, Outubro 07, 2003
Cultive o seu coração. Regue-o constantemente com o amor altruísta e a profunda compaixão, esforçando-se em excluir dele todos os sentimentos que não estão de acordo com o Amor. Pague o mal com o bem, o desamor com o amor, o mau trato com a brandura e silencie quando alguém o atacar. Assim transformarás todos os seus desejos egoístas no puro ouro do Amor e o vosso "eu" desaparecerá na Verdade. Andarás sem mancha no meio dos humanos, levando com prazer o jugo leve da humildade, vestido com as divinas vestes da pureza.
Adaptação de um texto escrito por James Allen
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Segunda-feira, Outubro 06, 2003
O bom humor é uma dádiva que ilumina o mundo, refletindo-se naquele que o irradia.
Um sorriso amigo e sincero vai bem a qualquer situação. É uma amostra do que lhe vai no coração. Portanto, quando você sorri, está dando a alguém uma parcela de si mesmo.
"O bom humor faz sorrisos, os sorrisos fazem amigos e os amigos valem uma fortuna".
David Dunn
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Sábado, Outubro 04, 2003
SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Oração de São Francisco de Assis
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio que eu leve o amor.
Onde houver ofensa que eu leve o perdão.
Onde houver dúvida que eu leve a fé.
Onde houver erro que eu leve a
verdade.
Onde houver desespero que eu leve a
esperança.
Onde houver tristeza que eu leve a alegria.
Onde houver trevas que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar
que ser consolado,
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida
eterna!...
O Cântico das Criaturas
Altíssimo, Onipotente, bom Senhor!
Teus são o louvor,
a glória,
a honra e toda a bênção.
Louvado sejas, meu Senhor,
com todas as tuas criaturas,
especialmente o senhor irmão Sol,
que clareia o dia
e que com sua luz nos ilumina.
Ele é belo e radiante,
com grande esplendor de ti,
Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã Lua e pelas estrelas,
que no céu formaste,
claras, preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
pelo irmão Vento,
pelo ar e pelas nuvens,
pelo sereno e todo tempo
com que dás sustento às tuas criaturas.
Louvado sejas, meu Senhor,
pela irmã Água,
útil e humilde,
preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
pelo irmão Fogo,
pelo qual iluminas a noite.
Ele é belo e alegre,
vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
por nossa irmã,
a mãe Terra,
que nos sustenta e governa,
produz frutos diversos,
flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
pelos que perdoam,
pelo teu amor,
e suportam as enfermidades
e as tribulações.
Louvado sejas, meu Senhor,
por nossa irmã,
a Morte corporal,
de quem homem algum pode escapar.
Louvai e bendizei ao meu Senhor,
E dai-Lhe graças e servi-O com grande humildade.
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Sexta-feira, Outubro 03, 2003
Quando uma porta de felicidade se fecha, abrem-se outras; muitas vezes, porém, ficamos a olhar tanto tempo para a porta fechada que não vemos a que se abriu para nós.
Helen Keller
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Quarta-feira, Outubro 01, 2003
SEJAMOS GRATOS À VIDA
A atitude de gratidão coloca a mente em relação perfeita e harmoniosa com as leis e forças da vida, fazendo-nos aptos a empregar essas leis e essas forças com sabedoria e inteligência.
Cultivando o sentimento de gratidão na vida cotidiana, agradecendo sempre por tudo que recebemos, por mais insignificante que seja, vamos transmudando os envoltórios que nos cercam, de grosseiros em transparentes e límpidos, e começamos então a perceber a estrada que devemos palmilhar.
A razão disso está no fato de que ao entrarmos na atitude mental de gratidão, nossa mente é levada a um contato mais íntimo com a real Fonte de todas as coisas. Expressando gratidão por aquilo que já possuímos, adquiriremos capacidade de nos tornarmos melhores e executarmos melhor as nossas tarefas.
A criatura que expressa gratidão adquire maior firmeza nas coisas que podem trazer progresso, porque quanto mais gratos formos pelo que recebemos no presente, mais receberemos no futuro.
Possuídos do sentimento de gratidão, pensaremos sempre no melhor, e de acordo com a Lei, nosso desenvolvimento será facilitado, pois estaremos em contínuo contato com forças superiores.
Vivamos, pois, na atitude de perpétua gratidão, expressando-a com sinceridade e profundeza em todos os momentos de nossa vida, e quando se apresentarem coisas desagradáveis, procuremos apagá-las recordando as boas coisas que já nos sucederam e pelas quais no sentimos gratos.
E quando atingirmos essa convicção íntima e inabalável de que a gratidão é uma parte necessária da vida, verificaremos que quanto mais gratos formos pelo que temos recebido, mais capacitados nos tornamos para receber mais e melhor, porque a gratidão é uma força, uma alavanca poderosa do aperfeiçoamento; esforçando-nos no seu desenvolvimento, despertaremos um sublime sentido da vida, abrindo nossa mente a maiores atividades, que nos levam à descoberta de melhores faculdades, existentes em nossa natureza.
A alegria que despertamos em nós por reconhecermos os benefício que temos recebido da vida, coloca-nos num maravilhoso caminho, onde conseguiremos libertar-nos das coisas transitórias e nos apegaremos às maravilhas das coisas reais.
Sejamos, pois, gratos para conosco mesmos, por tudo quanto temos de bom, pelos nossos esforços na luta do progresso. Sejamos gratos aos seres superiores que lutam pelo nosso aperfeiçoamento, oferecendo-nos continuamente inesgotáveis recursos de amor, e acima de tudo, sejamos gratos ao Supremo Criador, pelo que fomos, pelo que somos e pelo que seremos.
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