Domingo, Agosto 31, 2003
A ÁRVORE DO CAMINHO
Lá está a árvore copada, brilhante e verde, se destacando harmoniosa e bela no meio do caminho. Entre as surpresas agradáveis da estrada, ante nossos olhos se desdobra o quadro encantador da grande árvore, tranqüila, infiltrando em nossas almas um pouco da sua serenidade e da sua grandeza.
À sua sombra, às vezes, as crianças brincam, trocam idéias e sorriem. O vento que vem de longe, trazendo do espaço as mais variadas e estranhas vibrações, ao encontrar os galhos folhudos da árvore, num convite de amizade e amor, faz uma pausa no seu alvoroço e se dilui no oceano de verdor e perfume!
Vejo-a tão bela sempre, como se a cada dia se renovasse em graça e formosura. E o seu vulto gentil, traçando contornos tão ricos e tão vivos, é uma saudação de alegria ao homem que passa, aos veículos que rodam na avenida imensa. As criaturas passam por ela e nos seus mil olhos ocultos, verdes e profundos, ela os acompanha, os toca através de sua presença e os abençoa, não obstante a indiferença comum dos homens e o esquecimento habitual das coisas simples, das coisas belas.
Surgem as manhãs, e o brilho de um novo dia vem encontrá-la no mesmo lugar, serena e majestosa, como se guardasse em seu seio a secreta fórmula da ventura eterna.
As noites descem. E o verde tão verde se envolve agora nas sombras escuras. O silêncio a abraça. A árvore sonha...
Vêm os dias frios, as tardes nevoentas, ou chega, abrasador e sufocante, o tempo de calor. Há noites esplêndidas no brilho do luar e das estrelas, ou negras, tão negras como o sudário da morte e da tristeza. Vêm as borrascas, vêm os temporais. Fustigam sem piedade e dó os galhos sem defesa, e pelo chão, depois, ficam as folhas arrancadas, esparsas, abandonadas...
E tudo passa... E no caminho, envolta na ramaria, a árvore continua.
Seja a nossa fortaleza interior igual à árvore que os nossos olhos tantas vezes admiram e vêem. Passem os temporais da vida sobre nós, passem os instantes bons e continuemos assim, cumprindo a missão que nos coube, cumprindo-a com amor. Façamos florir na vida a graça e a formosura de sentimentos nobres e altruístas. Todos podemos ser uma árvore na vida de alguém, amando no fraterno abraço do amor universal.
Que não se feche o nosso coração na ostra indesejável do egoísmo e do orgulho. Procuremos ouvir em silêncio a cantiga boa da árvore gentil. Uma cantiga em forma de prece, estremecida de paz e alegria!
Quando aqueles a quem amamos, a nossa alma magoar, não guardemos rancor. Lembremos da inconstância comum das criaturas humanas. Tudo passa... Fixemos a vista no vulto sereno, verde, da árvore do caminho. Ela parece guardar apenas a alegria, ela parece eternamente feliz, irradiando ventura, estuante de vida.
Que ela nos ensine tão grande lição para que possamos também de graça e paz encher nossos instantes, formando um lastro imorredouro de alegria. E então nossos olhos terão guardado, igual àqueles olhos verdes e profundos, a felicidade sem par de havermos dado algo de nós mesmos, alguma coisa de verdadeiro e belo! De havermos enriquecido, enfim, com a nossa presença, a existência de alguém!
Alcina Ferreira Jorge
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Sábado, Agosto 30, 2003
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinhos;
outras há que gargalham de alegria por saber que os espinhos têm rosas.
Confúcio
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Sexta-feira, Agosto 29, 2003
Tomei vinte minutos...
Tomei vinte minutos de sol num raio que pousou na minha cama
Quando fechei os olhos
Manchas roxas piscavam numa vermelhidão absoluta
Vi nos meus cílios
Asas minúsculas entrelaçando-se
Transparentes
Enquanto a água escorria
Saudei-te
Mais precisamente
Quando os fios líquidos penetravam minha orelha direita
No ônibus lembrei-me de tua boca
O vermelho
Já dizia José a seus irmãos
É cor lasciva
Hoje vestirei vermelho já que não te posso ter
Pauline Alphen
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Quinta-feira, Agosto 28, 2003
Astral
Era sempre um sol
longínquo...
arquidistante
sobre um templo
azul
onde eu me debruçava
tão nua e transparente
que quase não me via...
tombava inebriada
nessa hora
catalisando por dentro
o que ia por fora...
Cláudia Castanheira
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Quarta-feira, Agosto 27, 2003
Elemento Natural
Se você é vento
eu talvez seja
um outro elemento.
Não sei de que natureza,
mineral, cortante,
ou de que luz,
que cor.
A forma de
um raio
não terei.
Talvez sua substância,
sua eletricidade,
me iluminem
quando não inanimada.
Ou quando eu desabroche
feito uma flor.
Elizabeth Fleury Teixeira
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Terça-feira, Agosto 26, 2003
O RENASCIMENTO
Que é o destino?
É a nossa herança, derivada de antigos nascimentos daquela criatura paradoxal, nossa personalidade, nosso ego, nosso eu separado, encarnado em diferentes ocasiões e em diferentes países, muito mais recuadamente do que podemos querer recordar. Porque somos os herdeiros de nosso próprio e longo passado.
Os pensamentos que arrebataram nossa mente em civilizações que agora são poeira morta, de novo nos arrebatam. Os atos de bondade ou maldade que marcaram ou mancharam nossos antigos aparecimentos sobre este planeta em rotação atiram fulgor de sol ou sombra sobre nossos dias presentes.
O longo panorama da vida humana faz seu sinuoso e velho caminho através de cidades e desertos, mandando as mesmas pessoas de volta, muitas e muitas vezes, para que retomem a antiga trilha na bela e aparentemente débil esperança de alcançar alguma Canaã de duradoura felicidade.
A vida é, assim, em si própria, perene maravilha. Desaparece de nossa vista através dos sombrios portais da morte, apenas para reaparecer de novo, com recém brotadas folhas de primavera, e as flores de pétalas brilhantes de um novo nascimento. Os materialistas podem até enrouquecer, tentando tornar este mundo um gigantesco túmulo, mas isso se dá porque não aprenderam o segredo de sua própria natureza. O corpo e a mente corpórea encarnam muitas e muitas vezes, mas o Eu Superior, nunca o faz. Os primeiros são transitórios, seus prazeres e suas dores desaparecerão com eles um dia, mas o último é eterno e imorredouro, porque é Vida.
O eu pessoal insinua-se de volta, outra vez, no corpo de uma criança recém-nascida. Aos bocadinhos os velhos gostos e capacidades, as antigas características começam a emergir. E chegam à realização com a idade adulta. Não permanece lembrança alguma das existências passadas, simplesmente porque a Natureza sensata e misericordiosamente ofereceu a taça da água do Letes, o gole que traz o esquecimento de todo o pretérito. Contudo, embora a memória de seus atos passados possa desaparecer, seus resultados no homem e em outros permanecerão.
As mentes mais agudas e os intelectos mais vigorosos aceitaram essa doutrina. Podemos revolver as estantes dos conhecimentos nas bibliotecas do mundo, mas não encontraremos verdade mais adequada para explicar os vários caracteres dos homens. O renascimento vem da atmosfera incerta da teoria e se estabelece por si mesmo, como um fato, na mente dos homens de discernimento.
Encolhida na matriz dos credos orientais como tem estado, a doutrina da reencarnação será embalada no Ocidente como a mais filosófica das explicações para as diferenças existentes na humanidade.
Mergulhamos na história em série da vida, a cada reencarnação, e a reencetamos no próximo fascículo. O que somos é o resultado de nossas experiências, mas estas não estão limitadas ao breve espaço de uma só existência. A roda da vida gira e nos traz as velhas experiências sob outras formas. Nossas características e capacidades nascem conosco, e os primeiros anos de cada vida são, simplesmente, seu desdobramento. A sabedoria deve, finalmente, surgir de nossas múltiplas experiências, e então fluir para a nossa atitude da vida.
Paul Brunton
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Segunda-feira, Agosto 25, 2003
"A semente morre para que a flor apareça;
a crisálida morre, mas a borboleta aparece."
Querida Bugra,
Não permita que as lágrimas turvem tua visão
ao contemplar essa estrela tão especial no céu
da tua alma e, observe como ela cintila mais
quando você sorri para ela.
um beijo carinhoso...
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Sábado, Agosto 23, 2003
Todos temos fome
Bem sabes que todos nós temos fome: fome de pão, fome de amor, fome de conhecimento, fome de paz...
Este é um mundo de famintos.
A fome de pão, melodramática, ardente, ostentosa, é a que mais nos comove, mas não a que merece mais a nossa compaixão.
Que me dizes da fome de amor?
Que me dizes daqueles que quer que o amem e passa pela vida encontrando a cada passo, mulheres formosas, sem que uma só lhe dê a migalha de um carinho?
E, então, a fome de conhecimento?
A fome de um pobre espírito que anseia por saber e vai bater brutalmente no pedestal de granito da Esfinge?
E a fome de paz que atormenta o peregrino inquieto, obrigado a rasgar, pelos caminhos, os pés e o coração?
Nós todos temos fome, sim; e, portanto, podemos todos fazer caridade.
Aprende a conhecer a fome de que te fala... com a certeza de que, afora a fome de pão, todas se escondem. E quanto maiores, mais escondidas.
Amado Nervo
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Sexta-feira, Agosto 22, 2003
A razão porque o mar recebe as homenagens de rios, riachos e ribeiros
é porque se coloca em nível um pouco abaixo dos afluentes.
Confúcio
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Quarta-feira, Agosto 20, 2003
Alguns conceitos sobre o amor...
1 ) O amor nos diz respeito a mesma coisa que a morte...Somos convidados pelo amor a sairmos de nós mesmos, a ultrapassarmos nossas próprias forças, a darmos esta coisa em nós que nós não conhecemos.
2 ) Amar um homem ou uma mulher é descobrir uma dimensão nova da vida, um novo e imprevisível futuro.
3 ) o amor é a prova da existência dos outros e da existência deste mundo soberanamente real; o futuro, que, sozinho, dá sentido ao presente.
4 ) O encontro do amor cria uma nova fonte, abre uma brecha em toda existência, e o mundo se encontra nisso engrandecido.
5 ) Um homem ou uma sociedade podem funcionar sem amor, mas não existir.
6 ) Se o porvir não pertence senão aos que são capazes de ter fé no amor, é que a experiência do amor é a experiência do absoluto: a que nos faz, conjuntamente, tomar consciência de nossos limites e de nosso poder de os transpor.
7 ) O amor, como a prece, é para ser despertado, preparado para a oferenda, como aberto ao acolhimento.
8 ) Este amor total não separa o corpo e a alma, que são apenas duas abstrações, dois ângulos de tomada de vista sobre uma realidade única.
9 ) O amor começa quando preferimos o outro a nós mesmos, quando
aceitamos a diferença e a sua imprescritível liberdade.
10) Aceitar que o outro seja habitado por outras presenças que não a nossa, não ter a pretensão de responder a todas as suas necessidades, a todas as suas esperanças, não é resignar-se à infidelidade em relação a nós, é querer, como a mais alta prova de amor, que o outro seja primeiramente fiel a si mesmo.
11) Mesmo se isso é sofrimento para nós, é um sofrimento fecundo porque nos obriga a nos desprendermos de nós mesmos, a viver intensamente esse desapossamento enriquecedor: no mais amoroso abraço, é um ser livre que abraçamos, com todos os seus possíveis, inclusive os que nos escapam.
12) Nada é maior que esta partilha da verdadeira personalidade de cada um. O outro interpela-nos, seja chocando-se conosco, e mesmo se o choque nos quebranta, ele nos força a renunciarmos ao nosso encerramento possessivo, a nos tornarmos outro pela revelação do outro.
13) Um amor que não seja essa criação continuada de um pelo outro, mesmo ao preço dos dilaceramentos trágicos, é o contrário do amor.
14) Ninguém é digno do amor se não for capaz de conquistá-lo numa batalha cotidiana, contra todos os ciúmes esterilizantes, traduzidos pela queimadura do sexo, pelo desamparo da ausência, pelas feridas da ternura, pela dúvida sobre a significação última de nosso empenho.
15) Quem não estiver preparado para enfrentar tudo isso não é digno do amor. Quando muito será um funcionário do sexo, um burocrata que contabiliza os prazeres porque não tem a força de desejar a alegria suprema: a do amor criador.
16) O amor é o contrário do ciúme, corolário da posse, do ter. Essa possessão ciumenta é o contrário do amor pois que tende a reduzir nosso parceiro às nossas próprias dimensões; tende a destruir nele o que é irredutivelmente diferente de nós.
17) Enquanto o amor é abertura ao outro, aposta sobre suas possibilidades sem fim de metamorfose e de criação.
18) "Amo-te tal qual és" -- Somente assim, reconhecendo ao outro seu espaço de liberdade e de mistério, querendo que ele desabroche segundo sua própria lei, pode o amor ser fecundação recíproca e não empobrecimento.
Roger Garaudy
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Terça-feira, Agosto 19, 2003
Enfrentando os fantasmas de fumaça
As situações difíceis, quer pelo lado econômico, quer na saúde, sempre se desvanecem quando, com toda a energia de nossa Consciência Superior, nós as enfrentarmos e combatermos.
Tudo que a humanidade sempre chamou de "estados de crise" não passa de fantasmas de fumaça, criados por ela própria e que se agrupam ao seu redor.
Ao ver esses fantasmas, os homens crêem que eles são reais e, dominados pelo terror, permanecem inativos. E essa inatividade favorece a permanência dos fantasmas no ambiente, daí resultando um círculo vicioso: o maior temor corresponde maior inatividade e, portanto, maior realidade desses figurões de fumo.
Ao contrário, se um vigoroso impulso de valentia nos ergue resolutos para vencer esses inimigos, acontece então que, aos primeiros movimentos nossos aquelas sombras começam a se diluir... Com isso verificamos que não eram o que temíamos, até nos convencermos não só de que eram de fumaça, como também de que nem sequer podem existir entidades que nos ofereçam real resistência, por pouco que seja.
Quando vivemos em nossa verdadeira consciência, nenhum adversário poderá vencer-nos, nenhum acontecimento nos fará fraquejar, porque então já sabemos que somos unos com o Princípio Cósmico, com a Verdade Infinita, com o imortal "Eu Sou"!.
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Domingo, Agosto 17, 2003
"Tudo se eleva, quando nos elevamos;
tudo se deprime, quando nos deprimimos".
Marden
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Quinta-feira, Agosto 14, 2003
Mais que os miosótis valem as urtigas
Na embriaguez verbal dos primeiros tempos, começamos mostrando somente o que temos de mais bonito. Oferecemos ao outro os miosótis da nossa alma. Mas logo percebemos que só isso não basta. Se ele os conhecer todos, ainda assim nos sentiremos desconhecidos, e permaneceremos em extremo perigo. Pois atrás dos miosótis crescem urtigas espinhentas, e é através delas que queremos ser amados. Amar as minhas belezas qualquer um pode, é fácil demais. Mas para amar os meus defeitos é necessária uma pessoa especial, aquela a quem eu também amarei.
Então, com quanto medo, começamos a oferecer os espinhos, um por um. Mostramos os primeiro, esperamos em ânsia para ver a reação. Se tudo correr bem, se o outro não sair desabalado, damos uma descansada cheia de miosótis. Nem sempre é fácil ir adiante, às vezes leva-se muito tempo até o próximo passo. Mas chega um ponto em que nos sentimos obrigados a recomeçar o desnudamento. E o processo é tanto mais doloroso porque temos certeza de que, nus, somos horrendos. Mas é horrendos que queremos ser amados.
Esperamos que o amado nos olhe no momento em que nos sentimos mais feios, menos amáveis, e nos repita o quanto nos acha lindos. Precisamos dessa aceitação, não somente porque amando-nos na feiúra temos certeza de que nos ama realmente, mas pela extrema necessidade do processo de purificação que só os olhos do amado podem realizar. Se ele, que se transformou em nossa verdade, nos vê bonitos, é sinal de que somos bonitos, e podemos começar a amar, assim como ele os ama, aqueles defeitos que antes nos acabrunhavam tanto.
O amor do outro viabiliza o nosso amor por nós mesmos. Esta é a razão pela qual nos é difícil viver plenamente felizes se estamos conscientemente escondendo do amado os nossos defeitos. Não é o medo de que ele possa vir a nos descobrir e a nos desamar. Esse medo existe, mas é acalmado pela certeza de que podemos controlar os seus passos, nas tentativas que faz para ampliar seu conhecimento de nós. O que nos impede a felicidade é que, como demonstra o fato de escondê-los, esses defeitos nos parecem abomináveis, suficientes para que ninguém nos ame, suficientes, sobretudo, para que não nos amemos. E sem amar a nós mesmos não há felicidade possível.
Com defeitos ou qualidades, o conhecimento é a única arma de que dispomos para enfrentar a grande viagem do amor, com esperança de sucesso. É a nossa bússola. E uma bússola ainda mais preciosa porque, além de tentar nos levar no rumo certo em direção ao outro, mantém a agulha imantada no rumo de nós mesmos.
Adaptado de um texto de Marina Colasanti
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Quarta-feira, Agosto 13, 2003
A Sabedoria das Flores
Nathaniel Altman
Uma das qualidades mais atraentes das flores é sua capacidade de se expressar. Por sua própria essência, podem nos oferecer muitos ensinamentos importantes sobre uma ampla variedade de virtudes, incluindo afabilidade, força para superar dificuldades, paixão, ânsia pela vida, capacidade de adaptação, expressividade, graça, coragem, fragilidade e uma aptidão irrestrita para se doar.
Em meus primeiros trabalhos com os espíritos da natureza, eu costumava visitar com frequência locais floridos em todo o distrito do Brooklyn, Nova York; eu estava decidido a receber o que as flores tinham para compartilhar comigo. Uma de minhas descobertas foi que as flores muitas vezes refletem as necessidades dos seres humanos em seu ambiente mais imediato. Por exemplo, as flores plantadas do lado de fora de uma escola têm o papel de influenciar os alunos que passam por elas no caminho da sala de aula, enquanto uma flor que cresce perto de uma árvore geralmente tem a função de instruir que está ligada de alguma forma à função da árvore. Certo dia, visitei um grupo de trepadeiras do campo que cresciam ao redor de um hidrante, num terreno baldio em Red Hook, uma das regiões mais embrutecidas e depressivas do Brooklyn. Embora não soubesse disso na época, depois do anoitecer esse terreno baldio era local de encontro de prostitutas e viciados em drogas.
A mensagem que recebi do espírito das trepadeiras tocou-me profundamente. Falou-me de como as flores nos dão esperança para nos ajudar a transcender as dificuldades humanas. Através de uma vigorosa combinação de beleza, cor, aroma e energia espiritual, as flores "rompem" nossa couraça psicológica externa e entram em contato com nossa natureza mais elevada, onde residem a inspiração e a sabedoria. Sua energia toca e desperta a minúscula centelha de esperança que se encontra latente em cada um de nós, levando à transformação mesmo a pessoa mais desanimada e deprimida.
Extraído de "Manual dos Devas"
O motivo principal deste post é convidar os amigos a conhecer o belíssimo blog "FLORATA", de uma amiga muito querida, Dona Bugra, sábia cultivadora de flores e pessoas. Clique na flor e visite este maravilhoso jardim.
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Terça-feira, Agosto 12, 2003
Não somente falar, mas verificar, sobretudo, o que damos com as nossas palavras.
Automaticamente transferimos estados de alma para aqueles que nos ouvem, toda vez que damos forma às emoções e pensamentos com recursos verbais.
Vocês poderão ter pronunciado formosos vocábulos, selecionando frases a capricho, no entanto, se não as tiverem recamado de bondade e entendimento, é possível que tenham colhido apenas indiferença ou distância nos companheiros que com vocês compartilham a experiência. Ainda mesmo hajam sido expressões das mais corretas e das mais nobres, gramaticamente considerando, se neles colocaram quaisquer vibrações de pessimismo ou azedume, ironia ou insinceridade, elas terão sido semelhantes a recipientes de ouro que derramassem vinagre ou veneno, ferindo ou amargurando corações.
Isso ocorre porque instintivamente, a nossa palavra está carregada de nosso próprio espírito, ou melhor, insuflamos os próprios sentimentos em todos aqueles que nos prestem atenção.
À vista disso, analisemo-nos em tudo o que dissermos.
Conversa é doação de nós mesmos. Opiniões que exteriorizemos são pinceladas para configuração de nosso retrato moral. Mais que isso, o verbo é criador. Cada frase é semente viva. Plantamos o bem ou o mal, a saúde ou a enfermidade, o otimismo ou o desalento, a vida ou a morte, naqueles que nos escutam, conforme as idéias edificantes ou destrutivas que lhes impomos pelos mecanismos da influenciação, ainda mesmo indiretamente.
Emmanuel, por Francisco Cândido Xavier
REFINAMENTO DA LINGUAGEM
Sempre que falamos ou rimos, produzimos som e cor. Se é o tipo certo do riso, cordial e afável, produz um efeito muito agradável, e espalha um sentimento de alegria em todos os sentidos.
Mas se é um riso zombeteiro ou sarcástico, uma gargalhada grosseira, uma casquinhada ou um riso alvar, o resultado é muito diferente e por demais desagradável. É notável quão exatamente todas as nuanças de pensamento e sentimento se refletem nos planos superiores. Isto é muito evidente quando passamos de um país para outro, e encontramos o ar saturado de efeitos sonoros tão diferentes. Se atravessamos o canal da Inglaterra para a França, logo observamos que as formas sonoras produzidas pela língua francesa diferem completamente das geradas pela língua inglesa. Isso é especialmente notável com referência a certos sons, porque cada linguagem tem alguns sons peculiarmente seus, e são eles as principais características que distinguem a aparência de uma língua da outra.
A cor da formas geradas depende mais do espírito com que falamos. Duas pessoas podem dizer as mesmas palavras, e produzir assim, amplamente, a mesma forma, mas as formas podem ter atrás de si um espírito diferente. Quando estais de partida com alguém, dizeis "Adeus". Estas palavras podem ser acompanhadas por uma real explosão de sentimento amistoso; mas se dizeis "Adeus" num tom casual, sem qualquer pensamento ou sentimento especial por trás, isso produz um efeito totalmente diferente nos planos superiores. Um é como um brilho de pirilampo, nada significando, o outro é uma efusão definitiva que dais ao vosso amigo. Convém lembrar que a expressão significa "Deus seja contigo"; portanto, é uma bênçao que estais dando. Se pensardes no significado de tais palavras enquanto as pronunciais, fareis um bem muito maior do que normalmente o fazeis, pois nesse caso a vossa vontade e vosso pensamento acompanharão as palavras, e a bênção será um auxílio real e não um simples aceno.
Em todas estas maneiras a linguagem deve ser refinada e aprimorada. lembrai-vos de como se diz em A Luz da Ásia, que o Rei, o Eu, está dentro de vós, e que tudo quanto sai de vossa boca em Sua presença tem de ser um pensamento de ouro expresso em palavras de ouro.
" Governa os lábios, pois são os
portais do palácio do Rei interno.
Tranquilas e formosas e corteses
sejam todas as palavras ditas
naquela presença ".
C. W. Leadbeater
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Segunda-feira, Agosto 11, 2003
Acenda tua lâmpada
Vem caindo a noite; acende a tua lâmpada. Não fiques no escuro.
Acende cuidadosamente a tua lâmpada.
O viajante ao passar, dirá: Quanto descanso deve haver em torno daquela luz; e quanta paz!
A mulher solitária que a distinguir de longe, dirá: O amor deve estar aninhado ali; os que se querem devem estar banhados por aquele brando fulgor!
A criança que a contemplar, exclamará: Talvez haja crianças ali, em redor da mesa, a ler contos e a admirar lindas estampas!
O ladrão, ao passar furtivamente, murmurará receioso: Ali vive um homem prevenido, que não se pode atacar impunemente.
Muitos, ao internar-se na mata, sentir-se-ão confortados pela tua lâmpada.
Em verdade te digo que é obra de misericórdia acendermos a nossa lâmpada, ao chegar das primeiras sombras; a boa lâmpada que o Pai concedeu aos caminhantes da vida.
Amado Nervo
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Sábado, Agosto 09, 2003
IMAGEM DE PAI
Mário Ottoboni
Existe um homem que se esmera no cumprimento do dever
para dar bom exemplo;
que fica humilde, quando poderia se exaltar;
que chora a distância, a fim de não ser observado;
que, com o coração dilacerado, se embrutece para se impor
como juíz inflexível;
que, na ausência, usam-no como temor para evitar uma ação menos correta;
que, quase sempre, é chamado de desatualizado;
que, apenas fisicamente, passa o dia distante na labuta,
por um futuro melhor;
que, ao fim da jornada, avidamente, regressa ao lar para levar
muito carinho e, às vezes, pouco receber;
que está sempre pronto para ofertar uma palavra orientadora ou
relatar uma atitude benfazeja que possa ser imitada;
que, muitas vezes, passa noites mal dormidas a decifrar os segredos da vida,
para transmitir ensinamentos sem as naturais vicissitudes;
que, quando extenuado, ainda consegue energias para distribuir confiança;
que é tão humano e sensível, por isso, normalmente, sente a ausência do
afeto que lhe é dado raramente e de forma pouco comunicativa;
que vibra, se emociona e se orgulha pelos feitos daqueles que tanto ama.
Esse homem, geralmente se agiganta e passa a ser valor inexorável quando
deixa de existir para sempre.
Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade àquele que é seu melhor amigo: SEU PAI.
Pai, onde quer que esteja, todo o meu amor sempre com você
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Sexta-feira, Agosto 08, 2003
Como há profundidades silenciosas no oceano, que não podem ser atingidas pelas tempestades mais bravias, igualmente há profundidades silenciosas no coração do homem, as quais nunca podem ser perturbadas pelas tempestades da aflição. Atingir este silêncio e nele viver conscientemente, é a paz.
James Allen
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Quinta-feira, Agosto 07, 2003
Rompe o teu freio!
Deus te fez grande e arrebatado, como arma invencível para iluminar e colher, como instrumento impetuoso que Sua justiça exige.
Porém, submete-te ao castigo de ser natureza em marcha, que deve romper o freio. Castigo para equilibrar o prêmio de criar, de executar Seu mandato.
Desse teu vôo e desse teu reprimir nasce a criação porque esta não pode ser filha senão do equilíbrio. E isto tu sabes e cumpres com dor, pois Deus te o disse e tua obra é, desde o princípio, flor e fruto desse equilíbrio.
Romper sem reprimir; eis aí o difícil. Crescer sem deixar de romper; eis aí o difícil. Ser raio que devora o espaço e nuvem flutuante, devorada pelo espaço; eis aí o difícil.
Porém, dize-me, que te confiou Deus senão uma missão difícil?
Se tua obra fosse fácil, não te queixarias; serias compreendida facilmente, e ser compreendido facilmente é, na realidade, ser mal compreendido. Então viverias comodamente entre as sombras que vão passando e que clamam; mas isto não seria viver, senão vegetar.
Deus te confiou a missão de esculpir em Sua matéria do mundo, e de ti sairá alma para essa alma; e a matéria se abrandará para ser modelada com teu sangue, para que assim melhor e em verdade sejas o escultor que Deus quer.
Alicio Garcitoral
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Quarta-feira, Agosto 06, 2003
Amar é como sair de si, superar a barreira que confina a alma aos limites do corpo e da pretensa segurança pessoal. Amar é ir além de todas as expectativas e inventar uma nova vida onde antes parecia haver nada.
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Terça-feira, Agosto 05, 2003
Procuro fazer da luz nos olhos alheios o meu sol, da música nos ouvidos dos outros a minha sinfonia, do sorriso em lábios estranhos a minha felicidade.
Helen Keller
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Segunda-feira, Agosto 04, 2003
O centro do universo está em todas as partes, tentando entrar em contato mutuamente através da força mágica do amor. Quando acontece o reconhecimento amoroso, gera-se uma energia de indizível felicidade e infinito poder.
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Sábado, Agosto 02, 2003
Solidão
Inúmeras pessoas queixam-se de solidão, descrevendo-a como "muito triste", "desgradável", "sombria", etc. No entanto, se soubermos tirar partido disso, com o tempo nos identificaremos plenamente com esse novo estado, e notaremos que a solidão não é vácuo, como parece: é cheia de vida, de nuances espirituais, de sons, de harmonia, de bênçãos; é o caminho que nos conduzirá ao transcedental. Se meditarmos ou fizermos uma prece, estaremos atraindo seres dos rarefeitos planos espirituais, que nos auxiliarão com seus lampejos de luz, principalmente no campo da intuição. Com o tempo, os benefícios que auferimos serão enormes, senão vejamos:
. Não mais necessitaremos depositar as nossas angústias em corações alheios, pois tornando-nos fortes, sadios e felizes, saberemos resolver os nossos problemas.
. Devido à ressonância vibratória entre os dois centros, o de emanação e o de recepção, o cansaço físico e mental, a tensão nervosa, desaparecerão automaticamente, pois entraremos em faixa vibratória de grande harmonia possibilitando, dessa forma, a exteriorização de uma idéia que estava em estado latente, ou de um problema sem solução aparente. Tudo virá à tona, desde que saibamos alimentar o nosso "eu" interno, ultrapassando as nossas limitações terrenas.
Amélia Cucino
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Escuta o canto da vida.
Busca-o e escuta-o primeiramente em teu próprio coração. No princípio, talvez dirás que não está ali; que quando buscas só encontras discordâncias. Busca-o mais profundamente.
Se ainda assim fracassas, detém-te um instante e ainda mais profundamente olha. Em todo coração humano existe uma natural melodia, uma obscura fonte. pode estar coberta, oculta e silenciosa por completo; porém, ela ali está.
Na base mesma da tua natureza encontrarás a fé, a esperança e o amor. Aquele que procura o mal, recusa olhar para dentro de si mesmo, cerra seus ouvidos à melodia do seu coração, assim como os olhos à luz de sua alma.
E assim age, porque acha mais fácil viver submerso nos desejos. Mas no fundo de toda vida existe uma corrente impetuosa que não reconhece obstáculos; as grandes águas estão realmente ali. Encontre-as e perceberás que ninguém, nem mesmo a criatura mais miserável, deixa de ser uma parte dela, por mais que procures fechar os olhos e construir para si uma fantástica forma de horror. Todos os seres, entre os quais penosamente avanças, são fragmentos do Divino.
E tão enganadora é a ilusão em que vives que é difícil adivinhar se perceberás primeiro a doce voz no coração dos outros ou no teu. Porém, sabe que se encontra seguramente dentro de tui.
Busca-a aí e, uma vez que a tenhas ouvido, distingui-la-á mais rapidamente ao teu redor.
Busca-a, alma querida.
Mabel Collins
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"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha".
Confúcio
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Sexta-feira, Agosto 01, 2003
O AMANHÃ AINDA NÃO CHEGOU
No tempo está a nossa vida. Ele é a pauta onde inserimos ponto por ponto, letra por letra, a nossa história.
Parece inexorável a passar, a passar e passar sempre.
Renovam-se as auroras, os dias alcançam o seu apogeu e vêm as noites. Há um incansável desfilar de instantes, sem estardalhaço, mas carregando em seu bojo gama imensa de mistério.
Podemos recuperar determinadas coisas, mas o tempo que passou é irrecuperável, não volta nunca mais. Num determinado instante, num fugidio instante ele parece nos pertencer. Temos a impressão de que dele dispomos e podemos inclusive segurá-lo, impedí-lo de ir para frente. Mas tal qual a água que entre os dedos escapa, o tempo se esvai definitivamente.
Outros instantes por certo hão de vir, outros, diversos, sempre outros, mas nunca mais aquele instante que passou ou aquele que talvez desejaríamos reter, segurar e que foi absorvido no seio do infinito!
Esse fato deveria merecer de nossa parte um cuidado maior. Deveríamos fazer do tempo um aliado, um companheiro de trabalho e não transformá-lo como em geral se faz, num implacável credor.
Cada pessoa, ao vir a uma nova vida, dispõe de um determinado período para dar expressão ao seu karma. Como o homem possui livre arbítrio, muita coisa nesse karma pode melhorar ou piorar. De qualquer modo tem no tempo o cronômetro inflexível que assinala todos os seus passos, mostrando o seu progresso ou o seu fracasso diante das grandiosas leis espirituais.
Desse modo cada um de nós deveria aproveitar ao máximo, do melhor modo possível, as suas horas. Elas significam um verdadeiro tesouro que deverá ser o mais proveitosamente aplicado, para felicidade da alma humana.
Isso ainda mais grave se torna e importante porque todos sabem que um dia o corpo físico vai morrer. Não é o homem que morre, mas o seu instrumento de trabalho.
No derradeiro instante, já às portas de outro mundo, percebe então o homem como viveu mal, como empregou do pior modo o tempo de sua vida. Um sofrimento indescritível se apossa de si relembrando a leviandade dos seus atos, as injustiças cometidas, os erros praticados. Deseja um instante mais, uma oportunidade ainda, pois vai fazer tudo diferente...
Mas o momento de partida soou. Não há nada mais a fazer. Numa outra vida, numa outra época quem sabe... Mas agora não.
Cada instante que você dispõe, é uma preciosidade em sua vida. Você ainda pode fazer algo. Não deixe para o amanhã que ainda não veio e quem garante que realmente virá? Pois o que nos pertence realmente é o agora, o instante que passa, é o momento que temos nas mãos, e devemos enriquecê-lo antes que se esvaia como a água entre os dedos.
O amanhã poderá ser apenas uma promessa que vamos eternizando num contínuo adiar. Amanhã... Amanhã eu farei isso... Irei modificar-me... Porei as coisas em ordem em meu coração... Amanhã somente, porque o amanhã ainda está distante, não chegou, e o homem gosta de continuar envolto nas mesmas sombras receoso de um despertar resplandescente, cheio de luz!
Assim, interminavelmente, colocamos bem longe a mudança providencial para melhor em nossas vidas. Acomodamo-nos, automatizamo-nos, perdemos o verdadeiro encanto e gradativamente ficamos "cegos, surdos e mudos" às divinas coisas do espírito e da verdadeira vida.
Cada instante é o veio de ouro que sutilmente chega e flui para o mistério das sombras, do ignoto.
Apanha o seu tesouro e trabalha. Semeia com amor. Enche a alma de esperança. Põe alegria em seus passos. Não titubeia. Não pára. Não adia para o futuro... Quando assim agir não perderá a maravilhosa oportunidade de crescer.
O instante que passa é de fato a maior dádiva que você tem!
Alcina Ferreira Jorge
Publicado por Nuvem
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